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Transtorno de Ansiedade e Emagrecimento — Qual a Relação?

Entender a relação entre o transtorno de ansiedade e o emagrecimento é essencial para conseguir avaliar os hábitos alimentares e buscar meios de cuidar da sua saúde, tanto física quanto mental.

A ansiedade como catalisadora de uma má alimentação

A ansiedade pode levar a consumos desregrados e exagerados de alimentos por conta de sintomas como o estresse, a insônia e a irritação. Ela também está presente em quadros de compulsão compulsão alimentar

Alimentos ultraprocessados, com muito carboidrato e gordura, promovem sensações de bem-estar e relaxamento quase que imediatas no organismo e, por isso, são opções famosas entre pessoas ansiosas.

Esse tipo de alimentação traz, a longo prazo, diversos problemas de saúde, como quadros de diabetes, obesidade, refluxo, entre outros, que costumam agravar também o transtorno de ansiedade e, assim, criar um ciclo vicioso.

Como a ansiedade pode dificultar o emagrecimento?

A ansiedade e o estresse podem facilitar o ganho de peso. Alguns fatores podem contribuir para isso.

- Desejos por alimentos não saudáveis. Vários estudos mostram que pessoas com ansiedade, estresse e depressão têm maior propensão a comer alimentos ultraprocessados e ganhar peso. Abaixo, estão algumas das principais descobertas da literatura científica sobre o assunto:

Um estudo publicado na revista "Appetite" descobriu que pessoas com depressão têm maior probabilidade de escolher alimentos ricos em açúcar e gordura. Os pesquisadores observaram que a depressão pode aumentar o desejo por alimentos que proporcionam um aumento rápido de energia e humor, como doces e alimentos gordurosos.

Outro estudo, publicado na revista "Journal of Affective Disorders", demonstrou que a ansiedade e o estresse crônico estão associados a um maior consumo de alimentos ultraprocessados. Os pesquisadores sugerem que isso pode ocorrer porque esses alimentos são convenientes e fáceis de encontrar, o que os torna uma opção atraente para pessoas com pouco tempo e energia para preparar refeições saudáveis.

Uma revisão sistemática analisou 20 estudos sobre a relação entre transtornos mentais e alimentação. Os autores concluiram que as pessoas com transtornos mentais, como ansiedade, estresse e depressão, podem ter uma maior probabilidade de consumir alimentos ultraprocessados e ganhar peso. Outro estudo, publicado na revista "Nutrients", investigou a relação entre estresse e escolhas alimentares. Os pesquisadores descobriram que as pessoas que relataram maior estresse também consumiram mais alimentos ultraprocessados e tiveram maior ganho de peso ao longo de um ano.

Esses estudos sugerem que existe uma forte ligação entre transtornos mentais, alimentação e ganho de peso. Pessoas que sofrem de ansiedade, estresse e depressão podem estar mais propensas a escolher alimentos ultraprocessados, que podem afetar negativamente sua saúde física e mental. A literatura científica sugere que é importante abordar a relação entre alimentação e saúde mental em programas de tratamento e prevenção.

- Falta de sono. Algumas pessoas, quando não conseguem dormir, acabam comendo mais no período noturno. Isso pode levar ao ganho de peso. Estudos epidemiológicos têm demonstrado que o sono ruim é um fator de risco para a obesidade. Isso ocorre devido a diversos fatores, incluindo o aumento da fome e da vontade de alimentos mais calóricos. Recentemente, um estudo foi publicado com o objetivo de investigar se uma intervenção de orientação de higiene do sono poderia melhorar a qualidade do sono e reduzir a ingestão calórica, mesmo sem nenhuma orientação dietética.

O estudo recrutou pessoas com privação de sono (menos de 6,5 horas de sono) e dividiu o grupo em dois: um grupo recebeu a intervenção de orientação de higiene do sono, enquanto o outro serviu como grupo de controle. Apenas a intervenção de orientação do sono fez com que o grupo que a recebeu dormisse 1 hora e meia a mais por noite e consumisse, em média, 270kcal a menos por dia, em comparação com o grupo de controle, após 2 semanas. Vale ressaltar que a intervenção não envolveu nenhuma orientação dietética, o que torna os resultados ainda mais impressionantes.

Embora o tempo de observação tenha sido curto, os resultados do estudo são extremamente relevantes. Apenas com uma intervenção simples de orientação de higiene do sono, foi possível melhorar a qualidade do sono e reduzir a ingestão calórica de forma significativa. Isso pode ter implicações importantes na prevenção e tratamento da obesidade, já que o sono ruim é um fator de risco bem estabelecido para essa condição.

Por fim, é importante ressaltar que a perda de peso observada no estudo foi pequena, de menos de 1 kg. No entanto, é possível que uma intervenção mais longa e intensa possa levar a resultados ainda mais significativos. Além disso, o fato de que a intervenção não envolveu nenhuma orientação dietética sugere que a combinação de orientação de higiene do sono com mudanças na dieta pode levar a resultados ainda melhores.

- Redução da motivação. Motivação é um estado psicológico que envolve a vontade, o interesse e a energia necessários para iniciar, manter e alcançar um objetivo ou tarefa. É o que impulsiona as pessoas a agir, a se esforçar e a persistir diante de desafios e obstáculos.

A motivação pode ser interna (intrínseca), quando é decorrente de um interesse pessoal ou satisfação em realizar uma atividade, ou externa (extrínseca), quando é decorrente de fatores externos, como recompensas ou punições. Ambos os tipos de motivação podem ser importantes para o comportamento humano e podem ser influenciados por diversos fatores, como necessidades, valores, expectativas, personalidade, ambiente social e cultural, entre outros.

Questões psicológicas, como estresse, ansiedade e depressão, podem ter um efeito significativo na motivação das pessoas. Quando uma pessoa está estressada, ansiosa ou deprimida, ela pode ter dificuldades para se concentrar, sentir-se cansada ou desmotivada, e isso pode afetar sua capacidade de se engajar em atividades importantes.

Por exemplo, o estresse crônico pode levar à exaustão emocional e física, o que pode reduzir a motivação da pessoa para realizar tarefas cotidianas. A ansiedade pode levar a um medo excessivo de falhar ou a um medo irracional de situações específicas, o que pode impedir a pessoa de tentar novas coisas ou assumir riscos. Já a depressão pode reduzir a capacidade da pessoa de sentir prazer e satisfação, o que pode levar à perda de interesse em atividades que antes eram agradáveis.

Por outro lado, quando uma pessoa é capaz de gerenciar essas questões psicológicas, sua motivação pode melhorar. O "Mindful Eating" ou "Alimentação Consciente" é uma abordagem que se concentra em prestar atenção e estar consciente do processo de alimentação, incluindo sensações físicas, emoções e pensamentos relacionados à comida.

Essa abordagem pode ser benéfica para pessoas com ansiedade, depressão e estresse, pois ajuda a reduzir o estresse e a ansiedade associados à alimentação. Ao estar presente e consciente durante as refeições, as pessoas são capazes de saborear a comida de forma mais plena, desfrutando de cada mordida, e assim, reduzir a tendência de comer em excesso ou de forma emocional.

Além disso, o Mindful Eating ajuda a desenvolver uma maior consciência sobre as necessidades do corpo e as diferenças entre fome física e emocional. Isso pode ajudar a pessoa a identificar melhor quando está realmente com fome e quando está comendo por outras razões, como o estresse ou a tristeza. Com essa consciência, é possível aprender a controlar melhor a alimentação, escolhendo alimentos mais saudáveis e evitando excessos.

Conheça mais sobre o Você+ e aprenda com conseguir mais controle nas suas escolhas alimentares.

Como A Saúde Mental Interfere No Emagrecimento?

Nossa saúde e bem-estar é um todo — nada acontece isoladamente. Por isso, não é possível falar de saúde física sem falar de saúde mental.

Conversas sobre dietas e emagrecimento podem ser assustadoras, trazendo ansiedades e angústias: Preciso sacrificar minha vida social por uma dieta? Vou ter que deixar de comer tudo que eu gosto? É esse tipo de coisa que vai trazer os melhores resultados? A resposta pra tudo isso é não!

Na verdade, o emagrecimento pode ser um processo prazeroso e gratificante. Vem comigo entender melhor sobre isso!

Relação entre a saúde mental e o emagrecimento: busque o desequilíbrio

Quando se fala em dieta, a maioria das pessoas automaticamente pensa em sacrifícios, não é? Já começa uma lista de alimentos que devem ser cortados da alimentação, de lugares que não pode mais frequentar porque não se adequam a dieta, e por aí vai.

A verdade é que essa postura com a alimentação cria várias consequências ruins na nossa vida. Nos isolamos de eventos sociais, perdemos o prazer em comer e, por isso, vemos um declínio na nossa saúde mental.

Nesses momentos é comum começarem os furos na dieta - eu nem gosto muito desse nome, afinal de contas esses alimentos fazem parte da dieta - a frustração e a vontade de desistir. Meu objetivo aqui é mostrar que podemos trilhar um caminho muito mais gentil com nós mesmos, alinhando hábitos mais saudáveis de alimentação com cuidados com a saúde mental.

Travar uma batalha contra as suas vontades e aquilo que te deixa feliz não é o que vai funcionar! Mudanças bruscas de hábito tendem a ser temporárias e, depois, acabamos recuperando o peso perdido.

Por isso, falo de reeducação alimentar e não dieta, simplesmente. Devemos ser conscientes sobre a nossa alimentação e reconhecer as nossas necessidades para chegarmos a resultados duradouros.

Pense em comidas que te trazem uma sensação de prazer e inclua-as em contexto que ainda se mantém favorável para o emagrecimento. Você não precisa cortar nada! Talvez essa seja uma das principais vantagens de quando utilizamos a relação Proteína | Energia para conseguirmos emagrecer.

Gosta muito, por exemplo, de chocolates? Não tem problema nenhum comer um pouco desde que siga todas as etapas necessárias para garantir que vai se manter no CONTROLE.

Não existe equilíbrio e sim prioridade

Quando você muda a palavra equilíbrio para prioridade, enxerga suas escolhas com mais clareza e consegue emagrecer.
Não existe dieta equilibrada.

Qualquer objetivo exige que você estabeleça prioridades e atue de acordo com elas. Quando você age segundo sua prioridade, fica automaticamente fora de equilíbrio, dando mais tempo para uma coisa em detrimento de outra.

Comendo mais determinados alimentos do que outros.O desafio, portanto, não se trata de sair ou não da zona de equilíbrio. Isso é necessário. O desafio refere-se a quanto tempo focar cada uma das prioridades.

De entender que o fato de algum alimento ser prioridade não significa que o outro seja proibido. Aumentar o consumo de proteínas em detrimento do carboidrato e gordura é um desequilíbrio. Busque isso. Você terá mais controle e resultado.

Quais são, então, os benefícios de cuidar da saúde mental?

Do ponto de vista mental, saber que determinado alimento não é proibido é fundamental para diminuir a ansiedade e trazer confiança para o processo de emagrecimento. É importante ter em mente que é possível comer determinados alimentos, como chocolate, sorvete e pizza, desde que você esteja no controle. Sempre haverá outras oportunidades para desfrutar desses alimentos, e consumi-los em menor quantidade não significa que você está furando a sua dieta.

No entanto, para se comer menos e manter-se no controle, é crucial que a Relação Proteína | Energia da sua dieta esteja adequada. Isso significa garantir uma diminuição da fome e um aumento da saciedade, facilitando o controle quando for comer outros alimentos.

A proteína é um nutriente essencial para a construção e reparação dos tecidos musculares, além de ser importante para a regulação do apetite. Quando a quantidade de proteína na dieta é suficiente, o corpo se sente mais saciado e a fome é reduzida, o que ajuda a evitar excessos e a controlar a ingestão de alimentos.

Por outro lado, a energia é a medida de calorias que consumimos através dos alimentos com carboidrato e gordura, as principais fontes de combustível para o nosso corpo . No emagrecimento, queremos que a energia utilizada seja a da gordura armazenada.

Por isso, manter uma relação adequada entre proteínas e energia na dieta é importante para garantir uma perda de peso saudável e sustentável. Além disso, incorporar alimentos considerados "gostosos" na dieta pode ajudar a torná-la mais prazerosa e fácil de seguir a longo prazo.

Invista na sua saúde mental e descubra como cuidar dela. Conheça o Você+, programa no qual, além de uma metodologia nova e respaldada pelas últimas evidências científicas, traz também módulos específicos sobre saúde mental e como aliá-la à sua alimentação, ministrado por Mabel Pereira – psicóloga com formação voltada para o tratamento da obesidade por meio da mudança comportamental.

Diabetes e a Resistência à Insulina: O Que Você Precisa Saber

Você sabia que a resistência à insulina é a causa de diversas doenças, como a pré-diabetes, por exemplo? A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas e ela tem diversas funções, como:

  • colocar a glicose para dentro das células musculares;
  • armazenamento de gordura;
  • impedimento da utilização da gordura como fonte de energia;
  • retenção de líquido e de sal.

Quer entender mais como ocorre a resistência a esse hormônio e sua relação com a diabetes? Confira no artigo!

 O que causa a resistência à insulina?

Existe uma teoria de que a exposição constante aos carboidratos refinados e, consequente, maior produção de insulina, seria uma possível causa da resistência a esse hormônio.

Um exemplo dessa capacidade de criar resistência, que ocorre no corpo humano, é quando olhamos para uma luz forte. A primeira reação do corpo é ofuscar a visão. Mas, se permanecermos olhando para ela, nosso corpo se adapta e nos tornamos resistentes àquela luz. Se na sequência vamos para um ambiente escuro, não enxergamos nada. Mas, com o tempo, o corpo volta a se adaptar e conseguimos enxergar. Ficamos mais sensíveis à luz.

Então, todas as vezes que somos expostos a um estímulo fora do normal e de maneira constante, nosso corpo se defende criando uma certa resistência. Dessa forma, se passamos a ter uma quantidade de insulina em nosso corpo constantemente acima do normal, nos tornamos resistentes à ela.

É uma teoria interessante, mas que os estudos científicos não conseguiram comprovar.

Ganho de peso causa resistência à insulina

A teoria mais aceita para o aparecimento da resistência à insulina está relacionada ao ganho de peso.

Temos a capacidade de armazenar energia no nosso corpo - tanto na forma de glicose, como na forma de gordura - no músculo e tecido adiposo. Essa capacidade é individual: tem pessoas que conseguem armazenar muita energia, outras menos.

Quando atingimos a nossa capacidade de armazenamento máxima - limiar pessoal de gordura corporal - passamos a armazenar essa energia em locais indevidos (gordura visceral - órgãos como fígado e pâncreas) e que são prejudiciais à saúde.

Nesse momento, apareceria a resistência à insulina. Lembre-se que uma das funções do corpo é justamente estocar gordura e, portanto, em uma situação em que os locais de estoques estão cheios, é compreensível que exista uma resistência para evitar a entrada de  nova energia.

Entendendo a resistência à insulina com a Turma da Mônica

Chico Bento nunca foi um bom aluno. Não prestava atenção na aula - preferia tirar um cochilo - e, muito menos, fazia lição de casa - preferia pescar. Mas, na véspera das provas, sempre estudava. Na última prova de português, tirou um 8. Para conseguir essa nota, teve que estudar por 3 tardes seguidas, em um total de 12 horas de estudo.

Rosinha era mais disciplinada. Prestava atenção na aula. Na última prova de português, tirou um 8 também. Para conseguir essa nota, estudou 1 hora no dia anterior à prova.

A nota foi a mesma, mas percebam que Chico Bento teve que se esforçar muito mais para conseguir a mesma nota.

Chico Bento e Rosinha foram fazer alguns exames de check-up. Chico Bento não era muito disciplinado na alimentação. Comia muito doce - fazia goiabada com as goiabas que roubava do Nhô Lau. O resultado da glicemia dele foi 80. Para conseguir manter essa quantidade de glicose no sangue, teve que produzir "12 insulinas".

Rosinha era mais disciplinada. Tinha uma alimentação rica em legumes e vegetais, carnes e gorduras. Comia poucos alimentos industrializados. O resultado da glicemia dela foi 80. Para conseguir manter essa quantidade de glicose no sangue, teve que produzir "1 insulina".

A glicemia no sangue foi a mesma, mas percebam que Chico Bento teve que se esforçar muito mais para conseguir manter a mesma quantidade de glicose no sangue.

A tendência é que se o Chico Bento não passar a prestar mais atenção na aula, em algum momento esses estudos pré-prova não sejam suficientes e ele fique de recuperação. O mesmo vale para sua glicemia.

A tendência é que se ele não parar de comer goiabada e continuar tirando seus cochilos durante a tarde toda, precise produzir cada vez mais insulina, para manter uma quantidade boa de glicose no sangue. Mas em algum momento isso não será mais suficiente (possível) e ele ficará de recuperação (diabetes).

Analisar a glicose de maneira isolada é igual comparar os alunos apenas pela sua nota. Existe um contexto por trás que não pode ser desprezado e que pode ser mais importante que a própria nota / glicose. Isso é a RESISTÊNCIA À INSULINA.

Qual a relação da resistência à insulina com o diabetes?

Quando nos alimentamos, a comida é digerida e “quebrada” em vários pedaços no nosso intestino. Um desses pedacinhos é a glicose - um carboidrato utilizado como fonte de energia pelo nosso corpo.

No entanto, para que isso ocorra, é necessário que a glicose esteja dentro das nossas células. Quem permite a entrada da glicose na célula, funcionando quase como uma chave que se liga a uma fechadura, é a insulina.

Na vigência de uma resistência à insulina, inicialmente o nosso corpo produz mais insulina. Afinal, ele quer retirar a glicose que está no sangue e armazená-la nos locais adequados. No entanto, em determinado momento, esse sistema entra em falência. A quantidade de insulina produzida não é mais suficiente para vencer a resistência à insulina e, dessa forma, a quantidade de glicose no sangue começa a aumentar.

Dependendo do valor da glicemia, a pessoa vai receber o diagnóstico de pré-diabetes ou diabetes. Mas, perceba que a "doença" é a mesma, sendo apenas uma questão de nomenclatura.

Diante de tudo isso, fica claro que para que a remissão do diabetes aconteça, é necessário não apenas a restrição de carboidrato (glicose) da dieta - embora isso já leve a uma melhora da glicemia e diminuição imediata do número de medicamentos - mas também a perda de peso.

Para isso, é essencial uma mudança no estilo de vida, com a melhora na alimentação - aplicando a relação Proteína | Energia, atividades físicas e mudança de hábitos.

Como identificar laboratorialmente a resistência à insulina?

Existem vários testes laboratoriais que podem ser usados para diagnosticar a resistência à insulina, incluindo:

- Teste de glicose em jejum: Este teste mede os níveis de glicose no sangue após um período de jejum durante a noite. Valores de glicose em jejum acima de 100 mg/dl podem indicar resistência à insulina.

- Teste de tolerância à glicose oral: Este teste envolve beber uma solução contendo uma quantidade padronizada de glicose, seguida pela medição dos níveis de glicose no sangue em intervalos regulares. Valores de glicose em duas horas acima de 140 mg/dL podem indicar resistência à insulina.

- Teste de hemoglobina glicada (HbA1c): Este teste mede a quantidade média de glicose no sangue ao longo de um período de 2 a 3 meses. Valores de HbA1c acima de 5,7% podem indicar resistência à insulina.

- Teste de insulina em jejum: Este teste mede os níveis de insulina no sangue após um período de jejum durante a noite. O HOMA-IR (Homeostasis Model Assessment of Insulin Resistance) é um índice utilizado para avaliar a resistência à insulina com base nos níveis de glicose e insulina em jejum. Um valor HOMA-IR maior que 2,5 é frequentemente considerado indicativo de resistência à insulina.

- A relação entre triglicerídeos e HDL (High Density Lipoprotein - colesterol bom) pode ser utilizada como um indicador de resistência à insulina. Esta relação é calculada dividindo-se os níveis de triglicerídeos pelo nível de HDL.

Valores de relação triglicerídeos/HDL superiores a 3,5 são frequentemente associados com resistência à insulina e maior risco de doenças cardiovasculares.

A resistência à insulina pode levar a um aumento nos níveis de triglicerídeos e uma diminuição nos níveis de HDL. Isso ocorre porque a insulina tem um papel importante na regulação do metabolismo de lipídios e carboidratos. Quando há resistência à insulina, os tecidos corporais não respondem adequadamente à insulina e isso pode levar a uma produção excessiva de triglicerídeos pelo fígado e diminuição da remoção de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) e aumento da produção de LDL. No entanto, é importante lembrar que a relação triglicerídeos/HDL não é um teste específico para resistência à insulina.

Quais são os riscos da resistência à insulina?

Alguns dos principais riscos associados à resistência à insulina incluem:

Diabetes tipo 2: A resistência à insulina é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, uma condição crônica em que os níveis de glicose no sangue são elevados.

Doenças cardiovasculares: A resistência à insulina está associada a um aumento do risco de doenças cardiovasculares, como doença coronariana, hipertensão arterial e acidente vascular cerebral.

Síndrome metabólica: A resistência à insulina faz parte da síndrome metabólica, um conjunto de condições que inclui obesidade abdominal, hipertensão arterial, níveis elevados de triglicerídeos, níveis baixos de HDL-colesterol e níveis elevados de glicose.

Esteato-hepatite não-alcoólica (EHNA): A resistência à insulina está associada ao desenvolvimento de EHNA, uma condição em que o fígado acumula gordura, o que pode levar a inflamação e danos no órgão.

Outros problemas de saúde: A resistência à insulina também pode aumentar o risco de outros problemas de saúde, como síndrome dos ovários policísticos, apneia do sono, Alzheimer e alguns tipos de câncer, como o de cólon e o de mama.

Como reverter a resistência à insulina?

O emagrecimento pode desempenhar um papel fundamental na reversão da resistência à insulina. A resistência à insulina é frequentemente associada ao excesso de peso e obesidade, e a perda de peso pode melhorar a sensibilidade à insulina, reduzindo o risco de desenvolver diabetes tipo 2 e outras condições relacionadas.

A perda de peso, especialmente a perda de gordura abdominal, tem sido associada à melhora da sensibilidade à insulina em pessoas com resistência à insulina. A perda de peso pode ajudar a diminuir a resistência à insulina, reduzindo a carga metabólica sobre o pâncreas e melhorando a capacidade do corpo para usar a insulina adequadamente.

Além disso, o emagrecimento pode levar a uma redução dos níveis de adipocinas inflamatórias (proteínas produzidas pelas células de gordura), que podem contribuir para a resistência à insulina. O emagrecimento também pode melhorar a função das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.

Gostou de saber a relação entre a resistência à insulina e diabetes? Confira também o artigo sobre como praticar um emagrecimento consciente.

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5 – Bases legais para o tratamento de dados pessoais

Nós tratamos os dados pessoais de nossos usuários mediante os seguintes fundamentos legais, que justificam o tratamento de dados:

5.1 - Dados pessoais não sensíveis

  • mediante o consentimento do titular dos dados pessoais; 
  • para o cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador; 
  • para o exercício regular de direitos em processo judicial, administrativo ou arbitral; 
  • para execução de contrato ou de procedimentos preliminares relacionados a contrato do qual seja parte o titular, a pedido do titular dos dados pessoais; 
  • para proteção do crédito 
  • quando necessário para atender aos interesses legítimos do controlador ou de terceiro; 
  • Para proteção da vida ou integridade física de titular ou terceiro;

 5.2 - Dados de crianças e adolescentes

O tratamento de dados de crianças e adolescentes é feito com base no consentimento de pelo menos um de seus pais ou responsáveis. 

Poderão ser coletados dados pessoais de crianças sem o consentimento mencionado no parágrafo anterior quando a coleta for necessária para contatar os pais ou o responsável legal, utilizados uma única vez e sem armazenamento, ou para sua proteção.

5.3 - Consentimento do Titular

Ao utilizar este site, solicitar serviços e/ou fornecer informações pessoais o usuário está consentindo com a presente política de privacidade.Determinadas operações de tratamento de dados pessoais realizadas em nosso site dependerão da prévia concordância do usuário, que deverá manifestá-la de forma livre, informada e inequívoca.

O usuário, ao visitar este site, entrar em contato, ao cadastrar-se e/ou ao realizar qualquer tipo de interação conosco, manifesta conhecer a presente política e pode exercer seus direitos de cancelar seu cadastro, atualizar seus dados pessoais e garante a veracidade das informações por ele disponibilizadas.

O usuário poderá revogar seu consentimento a qualquer momento e solicitar a exclusão de seus dados, sendo que, não havendo hipótese legal que permita ou que demande o armazenamento de dados, os dados fornecidos mediante consentimento serão excluídos.

5.4 - Cumprimento de obrigação legal ou regulatória pelo controlador

Algumas operações de tratamento de dados pessoais, sobretudo o armazenamento de dados, serão realizadas para que possamos cumprir obrigações previstas em lei ou em outras disposições normativas aplicáveis às nossas atividades.

5.5 - Execução de contrato

Para a execução de contrato compra e venda ou de prestação de serviços, eventualmente firmado entre o site o usuário, poderão ser coletados e armazenados outros dados relacionados e/ou necessários a sua execução, incluindo o teor de eventuais comunicações tidas com o usuário.

6 - Direitos do Usuário

O usuário do site possui os seguintes direitos, conferidos pela Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais:

  • Confirmação da existência de tratamento;
  • Acesso aos dados;
  • Correção de dados incompletos, inexatos ou desatualizados;
  • Anonimização, bloqueio ou eliminação de dados desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o disposto na lei; - Portabilidade dos dados a outro fornecedor de serviço ou produto, mediante requisição expressa, de acordo com a regulamentação da autoridade nacional, observados os segredos comercial e industrial;
  • Eliminação dos dados pessoais tratados com o consentimento do titular, exceto nos casos previstos em lei;
  • Informação das entidades públicas e privadas com as quais o controlador realizou uso compartilhado de dados;
  • informação sobre a possibilidade de não fornecer consentimento e sobre as consequências da negativa;
  • revogação do consentimento.

É importante destacar que, nos termos da LGPD, não existe um direito de eliminação de dados tratados com fundamento em bases legais distintas do consentimento, a menos que os dados sejam desnecessários, excessivos ou tratados em desconformidade com o previsto na lei.

6.1 - Como o titular pode exercer seus direitos     

Os titulares de dados pessoais tratados por nós poderão exercer seus direitos por meio do formulário disponibilizado no seguinte caminho: https://rodrigobomeny.com.br/contato

Alternativamente, se desejar, o titular poderá enviar um e-mail para o seguinte endereço: Este endereço para e-mail está protegido contra spambots. Você precisa habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

Os titulares de dados pessoais tratados por nós poderão exercer seus direitos a partir do envio de mensagem para nosso Encarregado de Proteção de Dados Pessoais seja por e-mail, formulário ou correspondência. As informações necessárias estão na seção "Como entrar em contato conosco" desta Política de Privacidade.

Para garantir que o usuário que pretende exercer seus direitos é, de fato, o titular dos dados pessoais objeto da requisição, poderemos solicitar documentos ou outras informações que possam auxiliar em sua correta identificação, a fim de resguardar nossos direitos e os direitos de terceiros. Isto somente será feito, porém, se for absolutamente necessário, e o requerente receberá todas as informações relacionadas.

7 - Medidas de segurança no tratamento de dados pessoais

Empregamos medidas técnicas e administrativas aptas a proteger os dados pessoais de acessos não autorizados e de situações de destruição, perda, extravio ou alteração desses dados.

As medidas que utilizamos levam em consideração a natureza dos dados, o contexto e a finalidade do tratamento, os riscos que uma eventual violação geraria para os direitos e liberdades do usuário, as normas de segurança internacionais como a ISO 27001 e os padrões empregados atualmente por empresas semelhantes à nossa.

Entre as medidas de segurança adotadas por nós, destacamos as seguintes:

  • Armazenamento de senhas utilizando criptografia; 
  • Restrições de acesso aos bancos de dados; 
  • Monitoramento de acesso aos servidores; 
  • Certificado de Segurança (SSL); 
  • Monitoramento do nível de segurança das senhas que utilizamos; 
  • Monitoramento do nível de segurança de nossos endpoints e dispositivos; 
  • Relatórios da Central de Alertas de Segurança do Gsuite; 
  • Ferramentas de Auditoria do Google Workspace; 
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Ainda que façamos tudo que estiver ao nosso alcance para evitar incidentes de segurança, é possível que ocorra algum problema motivado exclusivamente por um terceiro, como em caso de ataques de hackers ou crackers ou, ainda, em casos de responsabilidade exclusiva do usuário, que ocorre, por exemplo, quando ele mesmo transfere seus dados a um terceiro. Assim, embora sejamos, em geral, responsáveis pelos dados pessoais que tratamos, nos eximimos de responsabilidade caso ocorra uma situação excepcional como essas, sobre as quais não temos nenhum tipo de controle.

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9 - Alterações nesta política

A presente versão desta Política de Privacidade foi atualizada pela última vez em: 2026-02-03

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Este documento é regido e deve ser interpretado de acordo com as leis da República Federativa do Brasil. Os eventuais litígios deverão ser apresentados no foro da comarca em que se encontra a sede da empresa. Fica eleito o Foro da Comarca de São Paulo / São Paulo, como o competente para dirimir quaisquer questões porventura oriundas do presente documento, com expressa renúncia a qualquer outro, por mais privilegiado que seja.

Hipotireoidismo: Sintomas que indicam alteração na tireoide

Conheça os sintomas mais comuns que podem indicar hipotireoidismo e saiba quando procurar avaliação médica. 

O funcionamento adequado da tireoide é essencial para manter o equilíbrio do organismo. Quando essa glândula passa a produzir menos hormônios do que o necessário, podem surgir alterações que afetam o metabolismo e diversas funções do corpo. Esse quadro é conhecido como hipotireoidismo.

Os sintomas de hipotireoidismo costumam surgir de forma lenta e progressiva, o que pode dificultar a identificação inicial. Muitas vezes, sinais como cansaço constante, ganho de peso ou dificuldade de concentração são atribuídos ao estresse ou à rotina intensa, atrasando a busca por avaliação médica.

Nesse contexto, conhecer os sintomas do hipotireoidismo que podem indicar alterações na tireoide é um passo importante para reconhecer possíveis mudanças no organismo e procurar orientação especializada quando necessário.

Sumário

1.O que é hipotireoidismo;
2. Como a tireoide influencia o metabolismo;
3. Principais sintomas de hipotireoidismo;
4. Sintomas físicos  de hipotireoidismo que merecem atenção;
5. Sintomas emocionais e cognitivos de hipotireoidismo;
6. Quando suspeitar de alteração na tireoide;
7. Quem tem maior risco de desenvolver hipotireoidismo;
8. Como é feito o diagnóstico;
9. Possíveis impactos do hipotireoidismo não tratado;
10. Perguntas frequentes sobre sintomas de hipotireoidismo. 

O que é hipotireoidismo? 

O hipotireoidismo é uma condição caracterizada pela redução da produção de hormônios T3 e T4 pela glândula tireoide. Esses hormônios são responsáveis por regular o metabolismo e influenciam diretamente diversas funções do organismo.

Quando há deficiência hormonal, o corpo tende a funcionar de forma mais lenta. Isso pode afetar desde a digestão até o funcionamento do cérebro, provocando sintomas que podem variar em intensidade.

Entre as causas mais comuns do hipotireoidismo estão:

  • Doenças autoimunes;
  • Deficiência ou excesso de iodo;
  • Tireoidite de Hashimoto;
  • Cirurgias na tireoide;
  • Uso de alguns medicamentos;

Embora seja uma condição frequente, muitos casos permanecem sem diagnóstico por longos períodos, principalmente quando os sintomas de hipotireoidismo são leves ou confundidos com outras situações.

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Como a tireoide influencia o metabolismo?

A tireoide é uma pequena glândula com formato de borboleta, localizada na região anterior do pescoço. Apesar do tamanho reduzido, ela desempenha papel fundamental na regulação do metabolismo.

Os hormônios tireoidianos ajudam a controlar:

  • A produção de energia;
  • A temperatura corporal;
  • O ritmo cardíaco;
  • O funcionamento intestinal;
  • O metabolismo;
  • A função cerebral.

Quando a produção desses hormônios diminui, ocorre um desaceleramento das funções corporais. É nesse momento que começam a surgir os sintomas de hipotireoidismo, que podem afetar diferentes áreas da saúde física e emocional.

Principais sintomas de hipotireoidismo

Os sintomas de hipotireoidismo podem variar entre as pessoas, mas alguns sinais são bastante frequentes e merecem atenção.

Entre os sintomas mais comuns estão:

  • Cansaço persistente;
  • Ganho de peso sem explicação clara;
  • Sensação constante de frio;
  • Queda de cabelo;
  • Pele seca;
  • Prisão de ventre;
  • Dificuldade de concentração;
  • Alterações de humor.

Esses sinais surgem devido à redução da atividade metabólica causada pela baixa produção hormonal.

É importante lembrar que esses sintomas também podem estar relacionados a outras condições. Por isso, a avaliação médica de um endocrinologista é essencial para confirmar ou descartar alterações na tireoide.

Sintomas físicos de hipotireoidismo que merecem atenção 

Os sintomas físicos costumam ser os primeiros percebidos. Eles podem se manifestar de forma discreta, mas tendem a se intensificar ao longo do tempo.

Cansaço excessivo

O cansaço é um dos sintomas de hipotireoidismo mais relatados pelos pacientes. Mesmo após descanso adequado, a pessoa pode sentir falta de energia para realizar atividades simples.

Esse sintoma ocorre porque o metabolismo mais lento reduz a produção de energia no organismo.

Ganho de peso sem mudanças na rotina

O aumento de peso sem alteração significativa na alimentação pode ser um sinal de alerta.

O metabolismo desacelerado dificulta o gasto calórico, favorecendo o acúmulo de gordura corporal.

Sensação constante de frio

Pessoas com hipotireoidismo podem sentir frio com mais facilidade do que o habitual.

Essa sensibilidade ocorre devido à redução na produção de calor pelo organismo.

Queda de cabelo

A queda capilar é um sinal comum e pode ser acompanhada por fios mais frágeis e crescimento lento.

Isso acontece porque os hormônios tireoidianos influenciam diretamente o ciclo de crescimento dos cabelos. Eles regulam o metabolismo das células do folículo capilar, afetando a velocidade de crescimento, a duração da fase ativa (anágena) e o início da fase de queda (telógena).

Pele seca e áspera

A pele pode apresentar ressecamento intenso, descamação e aspecto áspero.

Esse sintoma está relacionado à redução da hidratação natural da pele e à diminuição da renovação celular.

Constipação intestinal

O intestino pode funcionar mais lentamente, causando prisão de ventre frequente.

Esse sintoma ocorre devido à redução da atividade muscular intestinal.

Sintomas emocionais e cognitivos do hipotireoidismo

Além das alterações físicas, os sintomas de hipotireoidismo também podem afetar o funcionamento mental e emocional.

Dificuldade de concentração

Problemas de memória e concentração são queixas comuns dos pacientes com hipotireoidismo.

Algumas pessoas relatam sensação de lentidão mental ou dificuldade para manter o foco em tarefas simples e cotidianas.

Alterações de humor

Mudanças no humor, como irritabilidade ou sensação persistente de desânimo, podem surgir ao longo do tempo.

Essas alterações estão relacionadas ao impacto hormonal no funcionamento cerebral.

Sensação frequente de desânimo

A falta de energia e a redução da disposição podem contribuir para sentimentos de apatia ou desmotivação.

Quando esses sintomas aparecem associados a outros sinais físicos, é importante investigar possíveis alterações hormonais.

Quando suspeitar de sintomas de hipotireoidismo

Nem sempre os sinais aparecem de forma evidente. Em muitos casos, os sintomas surgem lentamente e podem ser confundidos com situações comuns da rotina.

É importante considerar a investigação quando:

  • Há presença de vários sintomas ao mesmo tempo;
  • Os sinais persistem por semanas ou meses;
  • O cansaço interfere na rotina diária;
  • Há mudanças corporais sem explicação clara;
  • Existe histórico familiar de doenças da tireoide.

Reconhecer os sintomas de hipotireoidismo precocemente pode facilitar a avaliação e o acompanhamento adequado.

Quem tem maior risco de desenvolver hipotireoidismo?

Embora qualquer pessoa possa desenvolver a condição, alguns fatores aumentam o risco.

Entre eles estão:

  • Histórico familiar de hipotireoidismo;
  • Presença de doenças autoimunes;
  • Mulheres, especialmente após os 40 anos;
  • Gravidez ou período pós-parto;
  • Tratamentos prévios na tireoide;
  • Uso prolongado de certos medicamentos.

Conhecer esses fatores ajuda a identificar possíveis situações que exigem atenção maior aos sintomas de hipotireoidismo.

Como é feito o diagnóstico do hipotireoidismo?

O diagnóstico do hipotireoidismo é realizado por meio da avaliação clínica e exames laboratoriais.

O médico endocrinologista analisa:

  • Histórico de saúde;
  • Presença de sintomas;
  • Exame físico;
  • Resultados laboratoriais.

Os exames de sangue são essenciais para medir os níveis hormonais e avaliar o funcionamento da tireoide.

A interpretação correta desses resultados deve ser feita por um profissional capacitado, considerando o contexto individual de cada paciente.

Possíveis impactos do hipotireoidismo não tratado

Quando não identificado ou acompanhado adequadamente, o hipotireoidismo pode provocar impactos progressivos na saúde.

Entre as possíveis consequências estão:

  • Aumento do cansaço e da fadiga;
  • Alterações metabólicas;
  • Ganho de peso;
  • Comprometimento da qualidade de vida;
  • Alterações no colesterol;
  • Risco maior de doenças cardiovasculares; 
  • Dificuldades cognitivas persistentes.

Esses impactos podem variar conforme a intensidade da alteração hormonal e o tempo sem acompanhamento.

Perguntas frequentes sobre sintomas de hipotireoidismo 

Os sintomas do Hipotireoidismo podem aparecer de forma repentina?

Os sintomas do hipotireoidismo geralmente surgem de maneira gradual, ao longo de semanas ou meses. Isso acontece porque a redução hormonal costuma ocorrer lentamente. Em alguns casos, os sinais podem passar despercebidos no início, tornando importante observar mudanças persistentes no corpo e no bem-estar geral.

Os sintomas do Hipotireoidismo podem variar de pessoa para pessoa?

Sim, os sintomas do hipotireoidismo podem variar bastante entre os indivíduos. Algumas pessoas apresentam vários sinais ao mesmo tempo, enquanto outras percebem apenas alterações leves. A intensidade dos sintomas depende de fatores como idade, histórico de saúde, sensibilidade do paciente e grau da alteração hormonal presente.

Os sintomas do Hipotireoidismo podem afetar a qualidade do sono?

Sim, os sintomas do hipotireoidismo afetam significativamente a qualidade do sono, causando sonolência excessiva durante o dia e insônia ou sono não reparador à noite.

Os sintomas do Hipotireoidismo podem ser confundidos com estresse?

Sim, muitos sintomas podem ser confundidos com estresse ou rotina intensa, especialmente sinais como cansaço, dificuldade de concentração e desânimo. Por isso, quando esses sintomas persistem por longos períodos, é importante considerar a investigação médica para identificar possíveis causas hormonais.

Os sintomas do Hipotireoidismo podem surgir em qualquer idade?

Os sintomas do hipotireoidismo podem surgir em qualquer idade, embora sejam mais frequentes em adultos e especialmente em mulheres. Crianças, adolescentes e idosos também podem apresentar alterações hormonais, sendo importante avaliar sinais persistentes independentemente da faixa etária.

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Conclusão

Os sintomas de hipotireoidismo podem se manifestar de forma gradual e, muitas vezes, discreta, o que dificulta sua identificação precoce. Alterações como cansaço persistente, ganho de peso sem causa aparente, sensibilidade ao frio e dificuldades cognitivas merecem atenção quando se tornam frequentes ou persistentes.

Reconhecer esses sinais é um passo importante para buscar avaliação médica e esclarecer possíveis dúvidas sobre o funcionamento da tireoide. O diagnóstico adequado depende de uma análise individualizada, realizada por um profissional qualificado.

Se você percebe sintomas que podem indicar alterações hormonais ou deseja investigar possíveis mudanças na tireoide, é recomendável procurar orientação especializada.

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