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Obesidade: Por que exige atenção e quais cuidados adotar?

Entenda o que é obesidade, seus principais riscos à saúde e quais cuidados podem ajudar no controle e tratamento dessa condição crônica.

A obesidade é uma condição crônica que vai muito além da questão estética. Ela impacta a saúde física, emocional e a qualidade de vida, aumentando o risco de diversas doenças. Entender suas causas, consequências, cuidados e possibilidades de tratamento é o primeiro passo para buscar ajuda adequada.

Neste conteúdo, você vai entender:

Sumário

1. O que é obesidade e como ela é diagnosticada
2. Principais causas e fatores de risco da obesidade 
3. Riscos e complicações associadas da obesidade 
4. Como funciona o tratamento da obesidade
5. Mudanças de estilo de vida recomendadas
6. Perguntas frequentes sobre obesidade

Se você está pesquisando para compreender melhor a obesidade, continue a leitura.

O que é obesidade e como ela é diagnosticada?

A obesidade é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura corporal, capaz de prejudicar a saúde. Ela é reconhecida como doença crônica por organizações como a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O diagnóstico geralmente é feito por meio do Índice de Massa Corporal (IMC), que considera peso e altura. De forma geral:

  • IMC entre 25 e 29,9: sobrepeso;
  • IMC igual ou superior a 30: obesidade;
  • IMC acima de 35 ou 40: obesidade grau II ou III. 

Além do IMC, o médico pode avaliar circunferência abdominal, percentual de gordura corporal, exames laboratoriais e histórico clínico.

A obesidade não é simplesmente “falta de força de vontade”. Ela envolve fatores genéticos, hormonais, comportamentais, emocionais e ambientais.

dê o próximo passo

Limitações do IMC no diagnóstico da obesidade 

Apesar de ser amplamente utilizado, o Índice de Massa Corporal não avalia a composição do peso corporal. Ele não diferencia gordura de músculo. Por isso, uma pessoa com muita massa muscular pode apresentar IMC elevado sem ter obesidade, enquanto alguém com pouca musculatura pode estar dentro da faixa “normal” e ainda assim ter excesso de gordura corporal.

Atualmente, o diagnóstico da obesidade não se baseia apenas na relação entre peso e altura. A análise costuma incluir outros critérios importantes, como:

  • Composição corporal: Exames como a bioimpedância ajudam a identificar o percentual real de gordura no organismo.
  • Circunferência abdominal: Mede o acúmulo de gordura na região da barriga, que está associado a maior risco metabólico.
  • Aspectos clínicos e funcionais: Considera a presença de doenças relacionadas à obesidade, como diabetes e hipertensão, além de possíveis limitações nas atividades do dia a dia.

Assim, o IMC funciona como um ponto inicial de avaliação, mas o diagnóstico adequado da obesidade depende de uma análise clínica mais detalhada e individualizada.

Principais causas da obesidade

A obesidade é multifatorial. Isso significa que não existe uma única causa, mas sim a combinação de vários fatores.

Fatores alimentares e estilo de vida

  • Consumo excessivo de alimentos ultraprocessados;
  • Alta ingestão de açúcares e gorduras;
  • Sedentarismo;
  • Privação de sono.

O desequilíbrio entre ingestão calórica e gasto energético contribui diretamente para o ganho de peso.

Fatores hormonais e metabólicos

Alterações hormonais podem influenciar o apetite, o metabolismo e o armazenamento de gordura. Doenças como hipotireoidismo e resistência à insulina também podem estar associadas.

Fatores emocionais

Ansiedade, estresse e compulsão alimentar podem levar ao consumo exagerado de alimentos, especialmente os ricos em açúcar e gordura. Muitas pessoas utilizam a comida como forma de compensação emocional.

Quais os riscos da obesidade para a saúde?

A obesidade aumenta significativamente o risco de diversas doenças, como:

  • Diabetes tipo 2;
  • Hipertensão arterial;
  • Doenças cardiovasculares;
  • Apneia do sono;
  • Esteatose hepática (gordura no fígado);
  • Diversos cânceres; 
  • Problemas articulares.

A longo prazo, essas condições podem comprometer seriamente a qualidade e a expectativa de vida.

Além dos riscos físicos, a obesidade também pode impactar a saúde mental, favorecendo baixa autoestima, isolamento social e sintomas depressivos.

Como é o tratamento da obesidade?

O tratamento da obesidade deve ser individualizado. Não existe solução única ou fórmula rápida.

Mudança de hábitos alimentares

A reeducação alimentar é um dos pilares do tratamento. O objetivo não é apenas “fazer dieta”, mas aprender a comer de forma equilibrada e saudável.

Prática regular de atividade física

A atividade física ajuda no controle do peso, melhora a sensibilidade à insulina, fortalece o coração e contribui para o bem-estar emocional.

Acompanhamento médico especializado

Em alguns casos, podem ser indicados medicamentos para controle do apetite ou ajuste do metabolismo. Para pacientes com obesidade grave ou com doenças associadas, a cirurgia bariátrica pode ser considerada.

A decisão deve ser feita após avaliação criteriosa, considerando histórico clínico, grau de obesidade e presença de comorbidades.

A importância do acompanhamento contínuo na obesidade

A obesidade é uma doença crônica e progressiva. Isso significa que ela não se resolve apenas com a perda inicial de peso, exige acompanhamento médico contínuo para controle, prevenção de recaídas e redução de riscos metabólicos.

Nesse contexto, o endocrinologista é o especialista indicado para conduzir o tratamento de forma segura e individualizada. Esse profissional avalia não apenas o peso, mas também os aspectos hormonais, metabólicos e clínicos que influenciam o desenvolvimento e a manutenção da obesidade.

Após a perda de peso, o organismo tende biologicamente a tentar recuperar os quilos eliminados. O metabolismo pode desacelerar, hormônios relacionados à fome aumentam e a saciedade pode diminuir. Por isso, a fase de manutenção do peso após o emagrecimento exige estratégias específicas para evitar o chamado efeito rebote, com recuperação rápida do peso perdido.

O tratamento eficaz da obesidade com acompanhamento endocrinológico envolve:

  • Monitoramento regular do peso e da composição corporal, para avaliar evolução real e não apenas números na balança;
  • Ajustes personalizados na alimentação, respeitando histórico clínico, rotina e possíveis alterações hormonais;
  • Avaliação metabólica periódica, incluindo exames laboratoriais para controle de glicemia, colesterol, função tireoidiana, resistência à insulina e outros marcadores importantes
  • Indicação criteriosa de medicamentos, quando necessário, com acompanhamento de eficácia e segurança;
  • Prevenção e controle de comorbidades, como diabetes tipo 2, hipertensão e síndrome metabólica.

O cuidado com a obesidade não deve ser pontual ou baseado em tentativas isoladas. Trata-se de um processo estruturado, de longo prazo, que requer acompanhamento médico consistente para promover resultados positivos.

Obesidade: Quando procurar ajuda especializada?

Muitas pessoas tentam lidar com a obesidade sozinhas, iniciando dietas repetidas e mudanças radicais. Quando o peso começa a impactar exames, mobilidade, autoestima ou qualidade de vida, é fundamental buscar avaliação médica.

Sinais de alerta incluem:

  • Dificuldade para controlar o apetite;
  • Ganho de peso progressivo;
  • Diagnóstico de diabetes ou hipertensão;
  • IMC acima de 30.

Quanto antes o acompanhamento começa, maiores são as chances de evitar complicações futuras.

Perguntas frequentes sobre obesidade

1. A obesidade é considerada uma doença?

Sim. A obesidade é reconhecida como doença crônica porque altera o funcionamento do organismo e aumenta o risco de outras condições graves, como diabetes e doenças cardíacas. Ela exige acompanhamento médico e tratamento contínuo, assim como outras doenças metabólicas.

2. A obesidade tem tratamento?

A obesidade é uma condição crônica, mas pode ser controlada. Com acompanhamento médico, alimentação equilibrada e prática regular de atividade física, é possível reduzir peso, melhorar exames e diminuir riscos de complicações.

3. A genética influencia na obesidade?

Sim. A genética pode influenciar o metabolismo, o apetite e a forma como o corpo armazena gordura. No entanto, fatores ambientais e comportamentais também têm papel importante, o que significa que mudanças de hábitos continuam sendo fundamentais.

4. Medicamentos para obesidade são seguros?

Quando prescritos por médico especialista e utilizados com acompanhamento adequado, os medicamentos podem ser seguros e eficazes. O uso sem orientação profissional não é recomendado, pois pode trazer riscos à saúde.

5. Dietas restritivas ajudam no tratamento da obesidade?

Dietas muito restritivas podem até gerar perda de peso inicial, mas costumam ser difíceis de manter. O ideal é uma abordagem saudável e personalizada, que promova mudanças duradouras no comportamento alimentar.

6. Quando procurar um endocrinologista para tratar a obesidade?

O endocrinologista deve ser procurado quando há IMC elevado, dificuldade para emagrecer mesmo com tentativas anteriores, presença de doenças como diabetes ou hipertensão, ou suspeita de alterações hormonais. A avaliação especializada permite identificar causas metabólicas, indicar tratamento adequado e prevenir complicações associadas à obesidade.

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Conclusão: a obesidade exige atenção e cuidado contínuo

A obesidade é uma condição séria, complexa e que merece atenção. Não se trata apenas de estética, mas de saúde, qualidade de vida e prevenção de doenças.

Com diagnóstico correto, acompanhamento especializado e mudanças no estilo de vida, é possível controlar a obesidade e reduzir riscos.

Se você deseja entender melhor seu caso e avaliar as melhores opções de tratamento, entre em contato com o Dr. Rodrigo Bomeny. Um acompanhamento individualizado pode fazer toda a diferença na sua jornada de cuidado com a saúde.

Diabetes: Entenda os tipos e como diagnosticar

Descubra os tipos de diabetes, os principais sintomas e os exames que confirmam o diagnóstico.

O diabetes é uma das doenças crônicas mais comuns no mundo e vem crescendo de forma significativa nos últimos anos. Apesar de ser amplamente conhecida, ainda gera muitas dúvidas sobre suas causas, tipos, formas de diagnóstico e riscos à saúde.

Se você está pesquisando sobre a condição porque tem suspeitas, histórico familiar ou recebeu um exame alterado, este conteúdo vai ajudar a entender melhor o que é o diabetes, quais são os tipos e como é feito o diagnóstico.

Índice

  1. O que é diabetes e como ela afeta o organismo; 
  2. Tipos de diabetes e diferenças; 
  3. Fatores de risco para diabetes;
  4. Sintomas mais comuns do diabetes;
  5. Como é feito o diagnóstico do diabetes;
  6. Exames utilizados para confirmar diabetes; 
  7. Perguntas frequentes sobre diabetes;
  8. Quando procurar ajuda médica.

Continue a leitura para esclarecer suas dúvidas e entender os próximos passos.

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O que é diabetes e como ela afeta o organismo

O diabetes é uma doença caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose (açúcar) no sangue. Isso acontece porque o corpo não produz insulina suficiente ou não consegue utilizá-la de maneira eficiente por causa da resistência à insulina.

A insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que permite que a glicose entre nas células e seja usada como fonte de energia. Quando esse processo falha, o açúcar permanece circulando no sangue, provocando a hiperglicemia.

Com o tempo, níveis elevados de glicose podem afetar vasos sanguíneos, nervos, rins, olhos e coração. Por isso, o diagnóstico precoce do diabetes é essencial para evitar complicações.

Tipos de diabetes: entenda as diferenças

Existem diferentes tipos de diabetes, cada um com causas e características específicas.

Diabetes tipo 1

O diabetes tipo 1 é uma doença autoimune. O próprio sistema imunológico ataca as células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina.

É mais comum na infância e adolescência, mas pode surgir em qualquer idade. Nesse caso, o tratamento envolve o uso diário de insulina, além de mudanças no estilo de vida.

Diabetes tipo 2

O diabetes tipo 2 é a forma mais comum da doença, correspondendo a cerca de 90 a 95% de todos os casos de diabetes diagnosticados. O diabetes tipo 2, está associado, principalmente, à resistência à insulina e à produção insuficiente do hormônio ao longo do tempo.

Geralmente se desenvolve de forma gradual e está relacionada a fatores como:

  • Sobrepeso ou obesidade;
  • Sedentarismo;
  • Histórico familiar;
  • Alimentação rica em açúcar e ultraprocessados. 

Muitas pessoas convivem com o diabetes tipo 2 por anos antes de receber o diagnóstico.

Diabetes gestacional

O diabetes gestacional surge durante a gravidez e, na maioria dos casos, desaparece após o parto. No entanto, mulheres que tiveram essa condição apresentam maior risco de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. 

O acompanhamento pós-parto, com exames glicêmicos periódicos, alimentação balanceada e exercícios físicos, é fundamental para prevenir essa progressão e proteger a saúde da mãe e do bebê.

Diabetes tipo LADA

O diabetes tipo LADA é uma forma de diabetes autoimune que aparece na vida adulta. No início, pode parecer diabetes tipo 2, porque a evolução é mais lenta e ainda há alguma produção de insulina. Por isso, muitas vezes é diagnosticado de forma incorreta.

Com o tempo, porém, a necessidade de insulina se torna inevitável. Identificar o LADA corretamente é essencial para indicar o tratamento mais adequado desde o começo.

Outros tipos específicos de diabetes

Existem formas menos comuns, como o diabetes relacionada a doenças pancreáticas, alterações genéticas ou uso de determinados medicamentos.

Fatores de risco para o diabetes

Alguns fatores aumentam a probabilidade de desenvolver diabetes, especialmente o tipo 2:

  • Histórico familiar da doença;
  • Excesso de peso;
  • Idade acima de 45 anos;
  • Hipertensão;
  • Colesterol elevado;
  • Síndrome dos ovários policísticos;
  • Sedentarismo. 
  • Aumento da Circunferência Abdominal
  • Gordura no Fígado

Mesmo pessoas sem esses fatores podem desenvolver o diabetes. Por isso, é importante realizar exames periódicos.

Sintomas mais comuns do diabetes

Nem sempre o diabetes apresenta sintomas evidentes no início. Quando aparecem, os sinais mais frequentes do diabetes, incluem:

  • Sede excessiva;
  • Aumento da frequência urinária;
  • Fome constante;
  • Perda de peso sem explicação;
  • Cansaço frequente;
  • Visão embaçada;
  • Infecções recorrentes;
  • Dificuldade na cicatrização.

Em alguns casos, principalmente no diabetes tipo 2, a doença é descoberta apenas por meio de exames de rotina.

Como é feito o diagnóstico do diabetes

O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames laboratoriais simples, que avaliam os níveis de glicose no sangue.

Os principais exames são:

Glicemia de jejum

Mede a taxa de açúcar no sangue após jejum de pelo menos 8 horas.

  • Normal: abaixo de 100 mg/dL
  • Pré-diabetes: entre 100 e 125 mg/dL
  • Diabetes: igual ou superior a 126 mg/dL (em duas medições)

Hemoglobina glicada

Avalia a média da glicose nos últimos três meses.

  • Normal: abaixo de 5,7%
  • Pré-diabetes: entre 5,7% e 6,4%
  • Diabetes: 6,5% ou mais

Teste oral de tolerância à glicose

Primeiro, é realizada a coleta de sangue em jejum para medir a glicose basal. Em seguida, o paciente ingere uma solução com concentração padronizada de glicose e, após uma e duas horas, é feita uma nova coleta para avaliar como o organismo processou esse açúcar.

  • Diabetes: resultado igual ou superior a 209 mg/dL com 1 hora e 200 mg/dL em 2 horas

O médico também considera sintomas e histórico do paciente para fechar o diagnóstico de diabetes.

Pré-diabetes: um sinal de alerta importante

O pré-diabetes é uma condição intermediária em que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes.

Essa fase é uma oportunidade para mudança de hábitos, como:

  • Ajuste alimentar;
  • Prática regular de atividade física;
  • Redução de peso;
  • Acompanhamento médico. 

Intervenções precoces podem evitar ou retardar a progressão paro diabetes tipo 2. Em muitos casos é possível colocar a doença em remissão.

Complicações do diabetes quando não tratada

Sem controle adequado, o diabetes pode causar complicações como:

  • Problemas cardiovasculares;
  • Doença renal;
  • Alterações na visão;
  • Neuropatia (lesões nos nervos);
  • Problemas circulatórios.

Por isso, quanto antes houver diagnóstico e acompanhamento, menores são os riscos.

Perguntas frequentes sobre diabetes

1. Diabetes tem tratamento?

O diabetes tipo 1 não possui cura, porém pode ser controlado com aplicação diária de insulina, ajuste da alimentação e acompanhamento médico regular. Já o diabetes tipo 2 pode entrar em remissão quando há mudanças consistentes no estilo de vida, como o uso da dieta Low Carb, prática de atividade física e controle do peso.

2. Quem está acima do peso sempre desenvolve diabetes?

Não. O excesso de peso é um fator de risco importante, mas não determina que a pessoa terá diabetes. Outros fatores também influenciam, como predisposição genética, sedentarismo e hábitos alimentares. Inclusive, indivíduos com peso considerado adequado podem desenvolver a doença, especialmente quando há histórico familiar.

3. Diabetes causa sintomas logo no início?

Nem sempre. O diabetes tipo 2 costuma evoluir de forma silenciosa e pode permanecer sem sintomas por vários anos. Quando surgem sinais, eles podem incluir aumento da sede, vontade frequente de urinar, cansaço e perda de peso. Por isso, exames periódicos são fundamentais.

4. Pré-diabetes significa que já tenho diabetes?

Não. O pré-diabetes indica que os níveis de glicose estão acima do normal, mas ainda não configuram diabetes. Essa condição representa um alerta e um risco aumentado para desenvolver a doença, porém pode ser revertida com mudanças no estilo de vida e acompanhamento médico adequado.

5. Crianças podem ter diabetes?

Sim. O diabetes tipo 1 é mais comum na infância e na adolescência, pois está relacionado a um processo autoimune que afeta a produção de insulina. No entanto, o diabetes tipo 2 também pode ocorrer em crianças, principalmente quando há excesso de peso e sedentarismo.

6. Exame de sangue comum detecta diabetes?

Sim. A glicemia de jejum é um exame simples que pode indicar alterações nos níveis de açúcar no sangue. Dependendo do resultado, o médico pode solicitar outros testes, como hemoglobina glicada ou teste de tolerância à glicose, para confirmar o diagnóstico.

7. Histórico familiar aumenta o risco de diabetes?

Sim. Ter pais ou irmãos com diabetes aumenta a probabilidade de desenvolver a doença, pois existe influência genética envolvida. Contudo, fatores como alimentação inadequada, sedentarismo e excesso de peso também contribuem significativamente para o risco ao longo da vida.

Quando procurar ajuda para investigar diabetes? 

Se você apresenta sintomas, possui fatores de risco ou recebeu um exame alterado, o ideal é procurar avaliação médica o quanto antes.

A investigação adequada permite confirmar ou descartar o diabetes, identificar o tipo e iniciar o acompanhamento correto.

O endocrinologista é o especialista indicado para diagnosticar e orientar o tratamento, considerando suas características individuais, rotina e histórico de saúde.

dê o próximo passo

Conclusão

O diabetes é uma condição séria, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce, acompanhamento médico e mudanças no estilo de vida.

Se você suspeita da doença ou recebeu um resultado alterado, não adie a avaliação. Agende uma consulta com o Dr. Rodrigo Bomeny, endocrinologista especialista em diabetes, para realizar uma investigação completa e receber orientação personalizada.

Cuidar da sua saúde hoje faz toda a diferença no seu futuro.

Insulina: como realizar a mistura?

O tratamento do diabetes pode ser mais fácil e menos doloroso.

É possível realizar a mistura da insulina intermediária (NPH) com a insulina rápida (Regular) e utilizá-la com apenas uma aplicação, imediatamente após o preparo ou depois.

A mistura de insulina intermediária com insulina ultra-rápida também pode ser realizada, mas deve ser usada imediatamente após o preparo.

Já a insulina lenta (Lantus ou Levemir) não deve ser misturada a nenhuma outra insulina.

Como realizar a mistura?

1) Lavar e secar as mãos

2) Preparar a NPH (sem aspirar a insulina ainda)

  • Aspirar ar até a graduação correspondente à dose de insulina NPH prescrita.
  • No caso da insulina NPH, é necessário rolar o frasco 20 vezes entre as mãos para homogeneizar a solução.
    • Não é recomendado sacudir o frasco: pode ocasionar a formação de bolhas no interior do frasco e também prejudicar a composição da insulina.
  • Desinfetar a tampa do frasco com algodão embebido em álcool a 70% ou swab de álcool.
  • Injetar o ar no frasco de insulina NPH e retirar a agulha do frasco sem aspirar a insulina NPH. Reservar.

3) Aspirar a insulina Regular (R)

  • Aspirar ar até a graduação correspondente à dose de insulina R.
  • Injetar o ar no frasco de insulina R, virar o frasco e aspirar a insulina R correspondente à dose prescrita.
    • Nesta fase, eliminar bolhas, se houver.
  • Retornar o frasco de insulina R à posição inicial e retirar a agulha.

4) Completar com a NPH (na mesma seringa)

  • Posicionar de cabeça para baixo o frasco de insulina NPH.
  • Introduzir a agulha da seringa que já está com a insulina R e aspirar a dose correspondente à insulina NPH.
  • O total de insulina na seringa deve corresponder à soma das doses das duas insulinas (sem erro na dosagem).

A ordem da aspiração é muito importante!
O objetivo é diminuir a possibilidade de entrada de insulina NPH no frasco de insulina R, alterando a capacidade de ação rápida desta insulina em outra aplicação.

5) Finalizar

  • Retornar o frasco para a posição inicial.
  • Remover a agulha do frasco, protegendo-a até o momento da aplicação.
  • Se após aspirar as duas insulinas houver bolhas ou a dose aspirada for maior que a soma das doses prescritas, o excesso não deve ser devolvido aos frascos.
  • Descartar a seringa com a insulina e reiniciar o procedimento com uma nova seringa.

Orientação final

Na consulta com o endocrinologista, tire as suas dúvidas e informe-se. A informação é um importante “remédio” no tratamento do diabetes!

Insulina: locais de aplicação e rodízio

O rodízio nos pontos de aplicação da insulina é muito importante para um tratamento seguro e eficaz do diabetes.

Usar a mesma área por muito tempo pode provocar caroços ou depósitos de gordura extra, formando nódulos ou depressões. Essas lesões podem alterar a forma como a insulina é absorvida, tornando mais difícil manter o controle glicêmico.

Alterações no local de aplicação: por que isso atrapalha?

Hipolipotrofia (lipoatrofia)

A redução ou desaparecimento do tecido subcutâneo, formando depressões nos locais de aplicação da insulina, é chamada de hipolipotrofia ou lipoatrofia.

Se você fizer aplicações nessas regiões com depressões, existe o risco de aplicar a insulina no músculo, o que significa absorção mais rápida, podendo causar:

  • hipoglicemia logo após a aplicação
  • hiperglicemia tardia

Hiperlipotrofia

A elevação com endurecimento do tecido formando nódulos nos locais de aplicação é chamada de hiperlipotrofia.

Se você fizer aplicações nesses nódulos, pode haver saída de uma parte da insulina aplicada, e a parte que permanece no tecido é absorvida de forma irregular, provocando aumento da glicemia.

Além disso, nesses nódulos há uma diminuição da sensibilidade, fazendo com que muitas pessoas prefiram utilizar somente essas regiões, traumatizando ainda mais o tecido.

Regra prática do rodízio

É recomendável usar o mesmo local de aplicação 1 vez ao dia, podendo repeti-lo somente após 14 dias.

Quais são os possíveis locais de aplicação da insulina?

Braços

  • Face posterior
  • Três a quatro dedos abaixo da axila e acima do cotovelo

Nádegas

  • Quadrante superior lateral externo

Coxas

  • Faces anterior e lateral externa superior
  • Quatro dedos abaixo da virilha e acima do joelho

Abdome

  • Regiões laterais direita e esquerda
  • Distante três a quatro dedos da cicatriz umbilical

A velocidade de absorção muda conforme o local

Dependendo do local de aplicação, a velocidade com que a insulina é absorvida pelo organismo muda, de acordo com a seguinte ordem:

  • Abdômen (mais rápida)
  • Braços
  • Pernas
  • Nádegas (mais lenta)

Outras dicas importantes

  • Não injetar insulina em uma área que será exercitada na sequência.
    Os exercícios aumentam o fluxo sanguíneo e isso faz com que a insulina de ação lenta seja absorvida mais rapidamente do que o normal.
  • Não injetar insulina perto do umbigo.
    Como o tecido não é resistente, a absorção da insulina não será tão consistente.
  • Não aplicar insulina perto de pintas ou cicatrizes.

Orientação final

Converse com o seu endocrinologista para elaboração de um plano de rodízio e definição dos melhores locais de aplicação.

Na consulta com o endocrinologista, tire as suas dúvidas e informe-se. A informação é um importante “remédio” no tratamento do diabetes!

Agende sua consulta com endocrinologista especialista em diabete e obesidade e recupere sua saúde hormonal.