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Semaglutida (Ozempic e Wegovy) para emagrecer: guia do endocrinologista

Semaglutida para emagrecer: como funciona, quem pode usar, doses, efeitos adversos e o que esperar do Ozempic e do Wegovy

Resumo rápido

  • A semaglutida é uma injeção semanal que imita o GLP-1, hormônio do intestino que avisa o cérebro de que você já comeu. O efeito sobre o peso vem da redução da fome.
  • Ozempic e Wegovy têm a mesma molécula. O Ozempic é registrado para diabetes tipo 2 (até 2 mg); o Wegovy, para obesidade (2,4 mg, com opção de 7,2 mg em casos selecionados). O Rybelsus é o comprimido para diabetes.
  • No STEP 1, a perda média foi de cerca de 15% do peso em 68 semanas. No SELECT, a semaglutida reduziu em 20% infartos, AVCs e mortes cardiovasculares em pessoas com obesidade sem diabetes.
  • Os efeitos adversos mais comuns são digestivos e melhoram com a subida lenta da dose. Pedra na vesícula e pancreatite são menos frequentes.
  • Quem interrompe costuma recuperar boa parte do peso. É um tratamento de doença crônica, e exige proteína, treino de força e acompanhamento.

Poucas vezes vi um medicamento entrar no consultório com tanta força quanto a semaglutida. Quase toda semana chega alguém com a mesma pergunta: "Doutor, semaglutida serve para emagrecer? É o Ozempic ou o Wegovy?" Junto vêm os medos alimentados pelas redes sociais: perda de músculo, rosto envelhecido, pancreatite, câncer de tireoide, o que acontece quando parar.

Quero responder a tudo isso com calma, do jeito que faço na consulta. A semaglutida é um dos avanços mais importantes no tratamento da obesidade das últimas décadas. Mas não é solução mágica nem produto estético. É um remédio para uma doença crônica, com indicação, dose, efeitos adversos e jeito certo de usar.

Veja que a ideia deste guia não é convencer ninguém a usar. É explicar como a semaglutida funciona, para quem faz sentido, o que mudou no Brasil e como eu a uso na prática.

O que Você Precisa Saber

A semaglutida age na fome, não "queimando gordura". Ela imita o GLP-1: você sente menos fome, fica satisfeito com porções menores e o estômago esvazia mais devagar. O peso cai porque a pessoa come menos, sem o sofrimento da restrição.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus são a mesma molécula em apresentações diferentes. O que muda é a dose máxima, a via e a indicação registrada na Anvisa. Para emagrecer, o produto registrado é o Wegovy.

Os resultados são expressivos, mas variam. A média de 15% esconde pessoas que perdem 5% e pessoas que perdem 25%. Diabetes, dose tolerada, proteína, treino e sono explicam a diferença.

Parar sem planejamento desfaz o resultado. Quem interrompe costuma recuperar a maior parte do peso em um ano. A obesidade não se cura com o remédio; fica controlada enquanto tratamento e hábitos se mantêm.

O que é a semaglutida e como ela age no corpo

Costumo explicar com a analogia da chave e da fechadura. Depois que você come, o intestino libera o GLP-1. Esse hormônio é a chave, e ele se encaixa em fechaduras, os receptores de GLP-1, espalhadas pelo cérebro, pelo pâncreas e pelo estômago. Quando a chave gira, o cérebro recebe a mensagem "já comeu, pode parar", o pâncreas libera insulina de forma mais eficiente e o estômago esvazia mais devagar.

Definição rápida
GLP-1

hormônio produzido pelo intestino após as refeições. Reduz o apetite, aumenta a saciedade, retarda o esvaziamento do estômago e ajuda o pâncreas a liberar insulina quando a glicose sobe.

O GLP-1 natural dura poucos minutos no sangue. A semaglutida é uma cópia modificada dessa chave, desenhada para durar cerca de uma semana. Por isso a aplicação é semanal. A tirzepatida (Mounjaro) pertence à mesma família, mas age também num segundo receptor, o de GIP.

Perceba que o efeito sobre o peso vem quase todo do apetite. A semaglutida não acelera o metabolismo nem "derrete" gordura. Ela silencia o ruído alimentar, e muitos pacientes resumem assim: "a comida parou de ocupar a minha cabeça". É o mesmo sistema de fome que descrevi no texto sobre o efeito platô.

Ozempic, Wegovy e Rybelsus: qual é a diferença?

A molécula é a mesma. O que muda é a dose, a via e o que está escrito na bula.

Ozempic é a semaglutida injetável registrada para diabetes tipo 2, com dose de até 2 mg por semana. Também faz perder peso, mas foi desenhado para a glicose.

Wegovy é a semaglutida injetável registrada para obesidade e para sobrepeso com doença associada, com canetas de 0,25 mg até 2,4 mg por semana. Em maio de 2026, a Anvisa aprovou uma dose de manutenção de 7,2 mg para adultos com obesidade que não responderam adequadamente a 2,4 mg, uma opção de exceção, não a regra.

Rybelsus é a semaglutida em comprimido, registrada para diabetes tipo 2, nas doses de 3, 7 e 14 mg ao dia, com regras rígidas de jejum. A versão oral em dose alta para obesidade foi aprovada nos Estados Unidos no fim de 2025 e teve o pedido de registro protocolado na Anvisa no início de 2026.

Definição rápida
Uso off-label

uso de um medicamento fora da indicação aprovada pela agência reguladora. Usar Ozempic para emagrecer sem diabetes é off-label: não é proibido, mas exige prescrição, justificativa e acompanhamento.

Quando o objetivo é tratar a obesidade, é o Wegovy que eu prescrevo. Em 2026 surgiram as primeiras semaglutidas nacionais: a EMS registrou o Ozivy, e em agosto a Anvisa aprovou a primeira versão genérica e um similar, o Semaclique, ambos para diabetes tipo 2 nas doses do Ozempic. Desde 2025, a receita de semaglutida é retida na farmácia, em duas vias.

O que os estudos mostram: STEP 1 e SELECT

No STEP 1, com quase 2.000 adultos com obesidade ou sobrepeso sem diabetes, a semaglutida 2,4 mg produziu perda média de 14,9% do peso em 68 semanas, contra 2,4% com placebo. Cerca de um terço dos participantes perdeu 20% ou mais. No STEP 2, em pessoas com diabetes tipo 2, a perda foi em torno de 10%.

Esse 15% é a referência que uso, mas é uma média. Vejo pacientes que perdem 8% e ficam satisfeitos porque glicemia e pressão normalizaram, e outros que passam de 20%.

O SELECT, na minha opinião, mudou o tratamento da obesidade de patamar. Ele acompanhou mais de 17.000 pessoas com obesidade ou sobrepeso e doença cardiovascular prévia, sem diabetes, por mais de três anos, e a semaglutida 2,4 mg reduziu em 20% o risco de infarto, AVC e morte cardiovascular. Pela primeira vez, um medicamento para emagrecer mostrou que protege o coração. É um remédio que trata doenças, não um produto para caber no vestido.

Para quem a semaglutida é indicada

A indicação registrada do Wegovy: adultos com índice de massa corporal (IMC) igual ou maior que 30, ou igual ou maior que 27 com pelo menos uma doença associada ao peso, como pré-diabetes, diabetes tipo 2, hipertensão, apneia do sono, gordura no fígado ou colesterol alterado.

O IMC é só o ponto de partida. Quando avalio alguém para semaglutida, olho o conjunto: cintura, gordura no fígado, glicemia, pressão, sono, tentativas anteriores e o que a pessoa já faz de alimentação e exercício. Já escrevi sobre a diferença entre obesidade e sobrepeso e sobre onde os medicamentos se encaixam no tratamento da obesidade.

Quem não deve usar: gestantes e mulheres planejando engravidar (recomendo suspender pelo menos dois meses antes de tentar), pessoas com histórico pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide, quem já teve pancreatite sem causa definida e quem tem transtorno alimentar ativo não tratado.

O que eu não prescrevo: semaglutida para quem está com peso normal e quer "perder três quilos para o verão". Não é moralismo: o medicamento não foi estudado nessa situação, os riscos deixam de compensar e, muitas vezes, o pedido esconde uma relação difícil com a comida que merece outro cuidado. Também não prescrevo versões manipuladas: a semaglutida é um peptídeo complexo, e os produtos manipulados não passam pelos testes de pureza, estabilidade e dose exigidos dos registrados, o que a Anvisa já apontou como irregular. "Ozempic natural", chás e cápsulas não têm relação com o GLP-1.

Como se usa: esquema de doses e o que esperar em cada fase

A aplicação é semanal, subcutânea, na barriga, na coxa ou no braço, sempre no mesmo dia da semana. A dose sobe em degraus: 0,25 mg por quatro semanas, depois 0,5 mg, 1 mg e 1,7 mg, cada uma por quatro semanas, até 2,4 mg, a dose de manutenção. São quatro meses até a dose cheia. Se o enjoo for intenso, seguro a dose no degrau anterior. Não há pressa.

Nas primeiras semanas, a fome já diminui, mas o peso cai pouco. Do segundo mês ao primeiro ano é o período de maior perda. Depois de 12 a 18 meses, o peso tende a estabilizar: é o platô, e ele é esperado. O remédio não parou de funcionar; o corpo encontrou um novo equilíbrio.

Se esquecer uma dose e ainda faltarem mais de dois dias para a próxima, aplique assim que lembrar; se estiver perto da próxima, pule. Nunca aplique duas juntas. A caneta fica na geladeira antes do primeiro uso; depois de iniciada, pode ficar abaixo de 30 °C pelo prazo da bula, entre quatro e oito semanas.

Antes de começar, peço glicemia, hemoglobina glicada, perfil lipídico, função hepática e renal e TSH, e meço peso, cintura e composição corporal. A primeira consulta de acompanhamento é em quatro a seis semanas; depois, a cada dois ou três meses na fase de perda e a cada quatro a seis na manutenção.

Efeitos adversos: o que é comum, o que é raro e o que fazer

Náusea, enjoo e vômitos. Afetam cerca de 40% das pessoas em algum momento, principalmente nas subidas de dose. Comer devagar, parar na saciedade e evitar frituras e grandes volumes ajudam muito.

Intestino preso, diarreia, refluxo e estufamento. Comuns, ligados ao esvaziamento mais lento do estômago. Fibras, água e movimento resolvem a maioria dos casos; detalhei em Ozempic, Mounjaro e intestino preso.

Pedra na vesícula. A perda rápida de peso, por qualquer método, aumenta o risco de cálculos. Dor forte no lado direito do abdome após comer merece avaliação.

Pancreatite. Rara. Dor intensa e persistente no abdome superior, irradiando para as costas, exige suspender o medicamento e procurar atendimento.

Tireoide. Em roedores, a semaglutida causou tumores de células C. Em humanos, esse aumento não foi demonstrado, mas o medicamento é contraindicado em quem tem história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide. Nódulos comuns não são contraindicação; escrevi sobre isso em Mounjaro, hipotireoidismo e nódulo de tireoide.

Cirurgias, endoscopia e anticoncepcional. O esvaziamento lento aumenta o risco de aspiração na anestesia; a orientação geral é suspender a aplicação uma semana antes de procedimentos com sedação, como detalhei em Mounjaro, Ozempic e cirurgia ou endoscopia. Diferente da tirzepatida, a semaglutida não reduz de forma relevante a absorção da pílula, como expliquei em Mounjaro e anticoncepcional.

Massa muscular: o cuidado que define o resultado

Toda perda de peso leva junto parte da massa magra, e em perdas rápidas essa fatia pode ficar entre um quarto e 40% do total perdido. Com a semaglutida, a fome cai tanto que muita gente passa a comer pouco de tudo, inclusive de proteína. O resultado é uma balança que desce, mas um corpo mais fraco. O "rosto de Ozempic" é isso: efeito de perder muito peso rápido, com qualquer método.

Minha estratégia tem três pilares. Proteína primeiro: como a quantidade total de comida diminui, a proporção de proteína precisa subir, que é a lógica da Relação Proteína|Energia. Costumo comparar com LEGO: sem as peças certas, o corpo não reconstrói o que perde. Treino de força duas a três vezes por semana, o estímulo que diz ao corpo para manter o músculo. Ritmo razoável: 0,5 a 1 kg por semana é suficiente; perder 3 kg por semana por não conseguir comer é sinal de dose alta demais.

Já escrevi em detalhes sobre Mounjaro e perda de massa muscular, e tudo ali vale para a semaglutida. Como digo aos meus pacientes: não existe equilíbrio, existe prioridade. Durante o emagrecimento com semaglutida, a prioridade é proteína e força.

O que acontece quando se para a semaglutida

O STEP 4 responde com clareza: pessoas que usaram semaglutida 2,4 mg por 20 semanas foram sorteadas para continuar ou trocar por placebo. Quem continuou perdeu mais 8% nas 48 semanas seguintes; quem parou recuperou cerca de 7%, a maior parte do que tinha perdido. Na extensão do STEP 1, um ano após a suspensão, os participantes tinham recuperado dois terços do peso perdido.

A semaglutida controla a obesidade enquanto está sendo usada. Ao suspender, os sinais de fome que o medicamento silenciava voltam, e o peso tende a subir. Por isso ela é tratada como medicamento de uso contínuo, como um remédio para pressão ou colesterol, e a decisão de parar precisa ser planejada, com redução gradual e um plano de manutenção.

Isso não significa que todos usarão para sempre na dose máxima. Alguns pacientes, após consolidar hábitos, reduzem a dose ou espaçam as aplicações; outros param sabendo do risco e aceitam voltar se o peso subir além de um limite combinado. O que não funciona é parar de repente, sem plano, o caminho mais curto para o efeito sanfona.

Semaglutida ou tirzepatida: qual é melhor?

O SURMOUNT-5 comparou as duas em pessoas com obesidade sem diabetes: em 72 semanas, a tirzepatida 15 mg produziu perda média de cerca de 20% do peso, contra cerca de 14% com a semaglutida 2,4 mg. Em perda de peso, a tirzepatida ganha.

Mas "melhor" depende do que você precisa. A semaglutida tem o SELECT, a prova de proteção cardiovascular em obesidade sem diabetes, mais anos de uso e versões nacionais que tendem a ampliar o acesso. Para quem precisa perder muito peso ou não respondeu à semaglutida, a tirzepatida costuma ser minha escolha; expliquei como ela funciona em Tirzepatida (Mounjaro): como funciona, e o panorama das opções está em novidades no tratamento da obesidade. Não existe "a melhor caneta", existe a melhor escolha para cada pessoa.

Principais Pontos

1A semaglutida imita o GLP-1 e reduz a fome; o peso cai porque a pessoa come menos, não porque o metabolismo acelera.
2Ozempic (diabetes, até 2 mg), Wegovy (obesidade, até 2,4 mg) e Rybelsus (comprimido para diabetes) contêm a mesma molécula.
3Perda média de cerca de 15% do peso em 68 semanas no STEP 1, com grande variação individual.
4O SELECT mostrou redução de 20% em infarto, AVC e morte cardiovascular em pessoas com obesidade sem diabetes.
5Indicação: IMC igual ou maior que 30, ou 27 com doença associada. Não é para peso normal nem para fins estéticos.
6A dose sobe em degraus ao longo de quatro meses para reduzir os efeitos digestivos.
7Proteína em cada refeição e treino de força são obrigatórios para proteger a massa muscular.
8Parar sem planejamento leva a reganho na maioria das pessoas; o tratamento é de longo prazo.

Erros Comuns

começar em dose alta para "emagrecer mais rápido"
A subida gradual existe para o corpo se adaptar. Pular degraus multiplica náusea e vômitos e leva ao abandono.
comer pouco de tudo, inclusive de proteína
Refeições minúsculas e sem proteína levam a perda de músculo, fraqueza e um platô mais precoce. A proteína precisa ser a primeira coisa no prato.
achar que Ozempic e Wegovy são iguais em tudo
A molécula é a mesma, mas o Ozempic para em 2 mg e é registrado para diabetes. Para tratar obesidade, o produto registrado, com estudos próprios, é o Wegovy.
parar quando o peso estabiliza
O platô entre 12 e 18 meses é esperado. Interromper nesse momento transforma manutenção em reganho. Parar precisa ser planejado.
comprar manipulado ou sem receita
Produtos sem registro não têm garantia de dose nem de pureza. Uso sem orientação, começando em dose alta e sem escalonamento, é a maior fonte de efeitos adversos graves que vejo no consultório.

Perguntas Frequentes

  • A semaglutida realmente faz emagrecer?

    Sim. No STEP 1, a perda média foi de 14,9% do peso em 68 semanas, contra 2,4% com placebo, e cerca de um terço das pessoas perdeu 20% ou mais. O resultado varia conforme a dose tolerada, a presença de diabetes, a alimentação e o treino. Ela funciona reduzindo a fome, por isso exige proteína suficiente.

  • Qual a diferença entre Ozempic e Wegovy para emagrecer?

    Os dois contêm semaglutida. O Ozempic é registrado para diabetes tipo 2 e vai até 2 mg por semana. O Wegovy é registrado para obesidade e sobrepeso com doença associada, vai até 2,4 mg e tem a opção de 7,2 mg em casos selecionados. Os estudos de perda de peso e de proteção cardiovascular foram feitos com a dose do Wegovy.

  • Em quanto tempo a semaglutida começa a fazer efeito?

    A redução da fome aparece nas primeiras uma a duas semanas, mesmo com 0,25 mg. A perda de peso se torna consistente a partir do segundo ou terceiro mês, quando a dose chega a 1 mg ou mais, e é mais rápida entre o quarto mês e o primeiro ano. O peso tende a estabilizar entre 12 e 18 meses, o que é esperado.

  • Quais são os efeitos colaterais da semaglutida?

    Os mais comuns são náusea, vômitos, diarreia, intestino preso, refluxo e estufamento, principalmente nas subidas de dose, e costumam passar em uma ou duas semanas. Menos frequentes são pedra na vesícula e, raramente, pancreatite. É contraindicada em quem tem história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide.

  • Semaglutida pode causar pancreatite?

    É raro, mas possível. Nos grandes estudos, a frequência de pancreatite foi baixa e semelhante à do placebo, mas o medicamento não deve ser usado por quem já teve pancreatite sem causa conhecida. Dor forte e persistente na parte superior da barriga, irradiando para as costas, exige suspensão da aplicação e procura imediata de atendimento.

  • Quanto tempo preciso usar a semaglutida?

    A obesidade é uma doença crônica, e a semaglutida controla, mas não cura. No STEP 4, quem parou após 20 semanas recuperou a maior parte do peso em um ano. Por isso, o tratamento é pensado para o longo prazo, como um remédio de pressão. Em alguns casos, após consolidar hábitos, é possível reduzir a dose ou espaçar as aplicações.

  • Posso beber álcool usando semaglutida?

    Não há interação direta, mas o álcool piora náusea e refluxo, acrescenta calorias e, em quem usa insulina, aumenta o risco de hipoglicemia. Muitos pacientes relatam que a vontade de beber diminui. Se for beber, prefira pequenas quantidades, com alimento, e evite nos dias de subida de dose.

  • Semaglutida é melhor que tirzepatida?

    Em perda de peso, a tirzepatida foi superior no SURMOUNT-5: cerca de 20% contra 14% em 72 semanas. Mas a semaglutida tem prova de proteção cardiovascular em obesidade sem diabetes (SELECT), mais tempo de uso e versões nacionais. A escolha depende do quanto a pessoa precisa perder, das doenças associadas e da tolerância.

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Dr. Rodrigo Bomeny
Escrito pelo Dr. Rodrigo Bomeny
Endocrinologista e metabologista · FMUSP / HC-USP · ~20 anos de prática clínica
CRM-SP 129869 · RQE 60562 · Conteúdo educativo publicado em 20 de outubro de 2026. Não substitui avaliação individual.
Referências
  1. Wilding JPH, Batterham RL, Calanna S, et al. Once-Weekly Semaglutide in Adults with Overweight or Obesity (STEP 1). N Engl J Med. 2021;384(11):989-1002. doi:10.1056/NEJMoa2032183.
  2. Davies M, Færch L, Jeppesen OK, et al. Semaglutide 2.4 mg once a week in adults with overweight or obesity, and type 2 diabetes (STEP 2): a randomised, double-blind, double-dummy, placebo-controlled, phase 3 trial. Lancet. 2021;397(10278):971-984. doi:10.1016/S0140-6736(21)00213-0.
  3. Rubino D, Abrahamsson N, Davies M, et al. Effect of Continued Weekly Subcutaneous Semaglutide vs Placebo on Weight Loss Maintenance in Adults With Overweight or Obesity: The STEP 4 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2021;325(14):1414-1425. doi:10.1001/jama.2021.3224.
  4. Lincoff AM, Brown-Frandsen K, Colhoun HM, et al. Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Obesity without Diabetes (SELECT). N Engl J Med. 2023;389(24):2221-2232. doi:10.1056/NEJMoa2307563.
  5. Aronne LJ, Horn DB, le Roux CW, et al. Tirzepatide as Compared with Semaglutide for the Treatment of Obesity (SURMOUNT-5). N Engl J Med. 2025;393(1):26-36.
  6. Wilding JPH, Batterham RL, Davies M, et al. Weight regain and cardiometabolic effects after withdrawal of semaglutide: The STEP 1 trial extension. Diabetes Obes Metab. 2022;24(8):1553-1564. doi:10.1111/dom.14725.
  7. Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Bulas de Wegovy (semaglutida 2,4 mg), Ozempic e Rybelsus; atualização de posologia do Wegovy com dose de 7,2 mg (maio de 2026); registro de semaglutida genérica e similar (agosto de 2026).
  8. Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO). Diretrizes Brasileiras de Obesidade. Edição atual.
  9. American Diabetes Association Professional Practice Committee. Standards of Care in Diabetes—2026. Diabetes Care. 2026;49(Suppl 1).

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O que os pacientes dizem

Ênio OPINIÃO VERIFICADA

07/10/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo por testosterona baixa, cansaço e redução da libido. Após a investigação e o tratamento, percebi uma melhora importante na disposição, libido e bem-estar. Também gostei porque ele não tratou apenas um número no exame, mas avaliou o quadro como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Cida OPINIÃO VERIFICADA

01/10/2026

★★★★★

Cheguei à consulta com muitos sintomas da menopausa e bastante insegurança sobre reposição hormonal. Com o tratamento, meu sono melhorou, as ondas de calor diminuíram e voltei a ter mais disposição no dia a dia. Gostei muito da forma como tudo foi explicado.

Fonte: doctoralia.com.br

Janice OPINIÃO VERIFICADA

30/09/2026

★★★★★

Procurei atendimento por causa dos sintomas da menopausa, principalmente ondas de calor, sono ruim e falta de disposição. Depois do tratamento, tive uma melhora muito significativa desses sintomas. O Dr. Rodrigo explicou com bastante cuidado os benefícios, riscos e acompanhamento da reposição hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Michelle Garcia OPINIÃO VERIFICADA

28/09/2026

★★★★★

Tenho diabetes há alguns anos e nunca tinha entendido tão bem meus exames. Depois de iniciar o acompanhamento, meus resultados melhoraram bastante e consegui organizar melhor minha alimentação e medicações. Além dos números, também percebi melhora no cansaço e na disposição.

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

26/09/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo para tratar meu diabetes tipo 2 e tive uma ótima evolução. Minha glicemia e hemoglobina glicada melhoraram, consegui perder peso e hoje me sinto com mais disposição. Gostei muito porque ele explicou o tratamento de forma clara e acompanhou cada etapa.

Fonte: doctoralia.com.br

Rosana Pimentel OPINIÃO VERIFICADA

20/09/2026

★★★★★

Estou tendo uma ótima experiência no tratamento do diabetes tipo 2. As consultas são detalhadas, as orientações são claras e o acompanhamento é feito de maneira cuidadosa. Recomendo pela competência, atenção e forma respeitosa de tratar o paciente.

Fonte: doctoralia.com.br

Lisa OPINIÃO VERIFICADA

15/09/2026

★★★★★

Médico muito humano e paciente. Escutou minhas dificuldades, analisou meus exames detalhadamente e não teve pressa durante a consulta. Senti que minhas dúvidas foram realmente levadas em consideração.

Fonte: doctoralia.com.br

Ervino Almeida OPINIÃO VERIFICADA

13/09/2026

★★★★★

Cheguei à consulta desanimado com o diabetes, mas saí me sentindo muito mais motivado. O Dr. Rodrigo explicou que existem várias formas de melhorar o controle da doença e apresentou um plano bem organizado. Isso me deu esperança e confiança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Ilacir OPINIÃO VERIFICADA

08/09/2026

★★★★★

Recebi orientações práticas e possíveis de seguir, sem dietas impossíveis ou cobranças exageradas. Aos poucos, consegui melhorar minha alimentação e minha atividade física. O Dr. Rodrigo tem uma abordagem realista e respeitosa.

Fonte: doctoralia.com.br

Ro OPINIÃO VERIFICADA

31/08/2026

★★★★★

O que mais gostei foi que ele não olhou apenas para a glicose. Também avaliou meu peso, pressão, colesterol, sono, alimentação e risco cardiovascular. Foi uma consulta muito completa e um tratamento realmente voltado para a saúde como um todo.

Fonte: doctoralia.com.br

Renato Antunes OPINIÃO VERIFICADA

26/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo transmite muita segurança e demonstra grande conhecimento sobre diabetes tipo 2. Explicou os benefícios e os possíveis efeitos colaterais das medicações, além de responder todas as minhas dúvidas com calma.

Fonte: doctoralia.com.br

Jelson Lino OPINIÃO VERIFICADA

22/08/2026

★★★★★

Estou muito satisfeito com o acompanhamento. Minha glicemia e minha hemoglobina glicada melhoraram bastante, e hoje entendo melhor como controlar o diabetes no dia a dia. O Dr. Rodrigo acompanha os resultados com cuidado e explica cada mudança no tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Renildo dos santos OPINIÃO VERIFICADA

18/08/2026

★★★★★

Excelente médico. Durante a consulta, ouviu tudo com muita atenção e sem julgamentos. O tratamento do diabetes pode ser cansativo, mas me senti acolhido e mais confiante para cuidar da minha saúde.

Fonte: doctoralia.com.br

Viviane OPINIÃO VERIFICADA

09/08/2026

★★★★★

Gostei muito do fato de o tratamento ter sido pensado de acordo com a minha rotina e as minhas dificuldades. Não recebi apenas uma orientação genérica. O Dr. Rodrigo procurou entender minha alimentação, meus horários e meus exames antes de definir a melhor estratégia.

Fonte: doctoralia.com.br

Maristela OPINIÃO VERIFICADA

05/08/2026

★★★★★

O Dr. Rodrigo explica o diabetes tipo 2 de uma forma muito clara e fácil de entender. Pela primeira vez consegui compreender melhor o que estava acontecendo com meu organismo e o motivo de cada orientação. É um médico muito didático e atencioso.

Fonte: doctoralia.com.br

Alessandra OPINIÃO VERIFICADA

30/07/2026

★★★★★

Dr. Rodrigo é excelente! Atencioso, competente e humano.

Fonte: doctoralia.com.br

Pedro OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Excelente comunicação e atenção aos detalhes. Me senti seguro durante toda a consulta

Fonte: doctoralia.com.br

Manuel OPINIÃO VERIFICADA

28/07/2026

★★★★★

Muito competente e humano. Fez com que eu me sentisse ouvido e bem orientado.

Fonte: doctoralia.com.br

Ana Clara OPINIÃO VERIFICADA

26/07/2026

★★★★★

Excelente experiência. O atendimento remoto foi tão bom quanto uma consulta presencial.

Fonte: doctoralia.com.br

Angelica Cristina de Sousa OPINIÃO VERIFICADA

22/07/2026

★★★★★

Além de muito atencioso, passa tranquilidade durante todo o atendimento .vale a recomendação!

Fonte: doctoralia.com.br

Josué OPINIÃO VERIFICADA

21/07/2026

★★★★★

Ótimo profissional. Escutou com atenção, fez perguntas importantes e orientou de forma clara.

Fonte: doctoralia.com.br

Carla OPINIÃO VERIFICADA

16/07/2026

★★★★★

Médico muito educado, cordial e atualizado. A experiência no teleatendimento foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Carolina Lemos OPINIÃO VERIFICADA

13/07/2026

★★★★★

Consulta objetiva, completa e muito bem conduzida. Recomendo sem hesitar.

Fonte: doctoralia.com.br

Margarete OPINIÃO VERIFICADA

08/07/2026

★★★★★

Muito satisfeita com o atendimento. Foi paciente, esclareceu todas as dúvidas e indicou o melhor tratamento.

Fonte: doctoralia.com.br

Jaque OPINIÃO VERIFICADA

05/07/2026

★★★★★

Profissional excepcional. Mesmo por teleconsulta, transmitiu segurança e acolhimento.

Fonte: doctoralia.com.br

Barbara OPINIÃO VERIFICADA

01/07/2026

★★★★★

Atendimento de alta qualidade. Explicou tudo com calma e demonstrou muita empatia.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudia OPINIÃO VERIFICADA

29/06/2026

★★★★★

Excelente médico! Muito atencioso, competente e pontual. A consulta online foi excelente.

Fonte: doctoralia.com.br

Helena OPINIÃO VERIFICADA

26/06/2026

★★★★★

Competente, acolhedor e atento aos detalhes. ameiii

Fonte: doctoralia.com.br

Cahh OPINIÃO VERIFICADA

22/06/2026

★★★★★

Super recomendo. Explica cada etapa do tratamento de forma simples e transmite tranquilidade.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanessa Brito OPINIÃO VERIFICADA

16/06/2026

★★★★★

Ótimo médico! Atendimento humanizado, pontual e muito eficiente no acompanhamento metabólico e hormonal.

Fonte: doctoralia.com.br

Bia OPINIÃO VERIFICADA

14/06/2026

★★★★★

Muito profissional e empático. Passa segurança e demonstra grande conhecimento na área de endocrinologia.

Fonte: doctoralia.com.br

Daniel OPINIÃO VERIFICADA

10/06/2026

★★★★★

Endocrinologista de confiança, dedicado e muito claro nas orientações. Recomendo especialmente para quem busca controle do diabetes.

Fonte: doctoralia.com.br

Pamela OPINIÃO VERIFICADA

05/06/2026

★★★★★

Excelente experiência. O acompanhamento hormonal na menopausa melhorou muito minha qualidade de vida.

Fonte: doctoralia.com.br

Flavia OPINIÃO VERIFICADA

30/05/2026

★★★★★

Atendimento impecável. Escuta com atenção, pede exames detalhados e monta um tratamento realmente individualizado.

Fonte: doctoralia.com.br

Vanilda OPINIÃO VERIFICADA

24/05/2026

★★★★★

Médico atualizado, cuidadoso e muito paciente para tirar dúvidas. Tratamento do diabetes conduzido com segurança e eficiência.

Fonte: doctoralia.com.br

Lucineia OPINIÃO VERIFICADA

16/05/2026

★★★★★

Profissional extremamente competente e humano. Me senti acolhida durante todo o acompanhamento da menopausa.

Fonte: doctoralia.com.br

Claudio OPINIÃO VERIFICADA

12/05/2026

★★★★★

Excelente endocrinologista: muito atencioso, explica tudo com clareza e acompanha o tratamento de perto. Fez toda diferença no controle do diabetes

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Finladia OPINIÃO VERIFICADA

11/05/2026

★★★★★

Estava na menopausa, engordando sem parar e com uma fadiga que não passava. O Dr. Rodrigo Bomeny, conectou tudo: hormônios, metabolismo e composição corporal. O tratamento integrado fez eu me sentir bem de novo. Equipe excelente e ambiente muito agradável.

Fonte: doctoralia.com.br

Beatriz Ferreira OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Procurei o Dr. Rodrigo Bomeny depois de anos sem conseguir controlar meu diabetes tipo 2. Como endocrinologista, ele explicou cada exame, ajustou minha medicação com calma e em três meses minha hemoglobina glicada caiu de forma significativa. Consultório organizado, equipe atenciosa. Recomendo de olhos fechados.

Fonte: doctoralia.com.br

Adriana Mendonça OPINIÃO VERIFICADA

09/05/2026

★★★★★

Cheguei no consultório do Dr. Rodrigo Bomeny com mais de 30 kg acima do peso e sem esperança. Ele é um endocrinologista que realmente escuta, monta um plano realista e acompanha de perto. Já perdi 18 kg e meus exames nunca estiveram tão bons. Gratidão enorme.

Fonte: doctoralia.com.br

Fabiana Chaves Rocha Queiroz OPINIÃO VERIFICADA

12/02/2026

★★★★★

Falar do Dr. Rodrigo é falar de um profissional que eleva o padrão da medicina. Ele é extremamente competente e estudioso. E tem um grande diferencial que é o lado humano e acolhedor. Ele entende profundamente como as nossas emoções impactam o tratamento, não enxergando apenas a doença ou os sintomas, mas o paciente como um ser humano completo. O Dr. Rodrigo vai muito além de suas obrigações médicas: ele incentiva, acompanha cada resultado de perto e busca estratégias personalizadas que se encaixam na minha realidade. Sinto que ele está sempre disposto a viabilizar o que for preciso para minha saúde e bem-estar. Confio 100% em sua conduta e posso dizer que não sei o que seria da minha saúde sem os seus cuidados e direcionamentos.

Fonte: doctoralia.com.br

Opiniões de pacientes reproduzidas do site doctoralia.com.br, publicadas em 2026.